EXPOSIÇÃO EM JOAÇABA CONTA A TRAJETÓRIA DO CINEMA PRODUZIDO POR MULHERES EM SANTA CATARINA
- ombu produção
- 21 de jan.
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A Exposição Cinema Mulher: Correntes e Confluências do Cinema Catarina está aberta para visitação até o dia 27/02/2026 na Casa de Cultura Rogério Sganzerla - Rua Sete de Setembro, 244, Centro do município.
São muitas as formas de se conhecer a história do cinema produzido em Santa Catarina, mas a apresentada pela Exposição Cinema Mulher: Correntes e Confluências do Cinema Catarina tem a particularidade de apresentar essa história de maneira inclusiva, dando luz para a trajetória das mulheres cineastas do nosso estado.
Disponível para visitação desde o dia 12 de janeiro, a exposição busca preencher uma lacuna histórica e apresentar e valorizar as produções e as realizadoras de cinema em Santa Catarina. Dessa forma, esta ação celebra a história e a cultura do cinema catarinense como patrimônio cultural, além de promovê-lo de forma democrática.
Trazendo uma metáfora com o movimento das águas em seu título (“correntes e confluências”), a exposição visa uma experiência sensorial e interativa, onde o público poderá conhecer o cinema produzido em Santa Catarina através do olhar feminino e dos trabalhos desenvolvido por essas mulheres.

Com uma linha do tempo que vai desde Edla von Wangenheim, que na década de 20 já registrava a vida em Florianópolis e no interior do Estado, este projeto passa também por nomes fundamentais do cinema catarinense, como a poeta, política e cineasta Eglê Malheiros, roteirista de "O Preço da Ilusão", primeiro longa-metragem realizado em Santa Catarina, em 1958.
Lena Bastos, cineasta homenageada da 3ª Mostra.doc, também faz parte da exposição, onde seu trabalho, realizado desde a década de 80, é trazido à tona. Além dela, também nomes como Maria Emília de Azevedo e Sandra Alves vão narrando a história do cinema catarina até chegar em realizadoras contemporâneas, como Ilka Goldschmidt, Daniela Farina e Cíntia Domit Bittar, vencedora do Goes to Cannes em 2025 com o filme “Virtuosas”.

Contando com dispositivos interativos, brinquedos ópticos, jogos educativos e equipamentos históricos do cinema, como projeções em Super 8mm, a exposição convida os visitantes para imergirem nesta história de forma ativa, onde, além de observar essa trajetória, também poderão tocar, brincar e se relacionar com a exposição imersivamente.
Com expografia desenhada por Júlio Gubert para promover a acessibilidade em todas as estruturas, a exposição tem curadoria de Blenda Trindade, Fernanda Ozório e Gabi Bresola, sendo esta realizada a partir da pesquisa “Realizadoras do cinema em SC: pioneirismos” (projeto idealizado pela Volo Filmes e realizado em 2025 por Ally Collaço, Blenda Trindade, Fernanda Ozório, Gabi Bresola e Juliano Pfutzenreuter Nunes).







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