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TERCEIRA EDIÇÃO DA MOSTRA.DOC ALCANÇA PÚBLICO DE MAIS DE 1200 PESSOAS EM TREZE TÍLIAS-SC

Durante quatro dias, a mostra teve mais de 70 horas de programação gratuita, entre sessões de cinema, exposição, encontro de preservação e apresentações musicais.


Entre 30 de outubro e 02 de novembro, Treze Tílias recebeu a 3ª Mostra.doc, primeiro evento dedicado ao cinema como patrimônio no Meio-Oeste catarinense. Durante os quatro dias e mais de 70 horas de programação gratuita e com acessibilidade, a Mostra recebeu mais de 1.200 pessoas no centro da cidade, que tem pouco mais de 8 mil habitantes, onde foi montada uma sala de cinema no Centro de  Eventos Maria Thaler Moser, que possui um teatro para 350 pessoas, além de exposições e oficinas sediadas no Museu Andreas Thaler.

A Mostra celebrou o cinema que utiliza arquivos em suas narrativas, sejam eles fotografias, vídeos caseiros, documentos ou acervos de todo tipo. Ao todo, foram exibidos 60 filmes, 48 inscritos e convidados, além de 12 produzidos durante oficinas. Foram 16 sessões de cinema realizadas pela manhã, tarde e noite, sendo quatro extras pela grande presença de público, sempre com distribuição de pipoca e exibição de filmes de ficção, documentários, animações, filmes contemporâneos ou antigos que resgatam elementos do passado e unem com o agora. Entre os filmes, um dos destaques foi “Seu Cavalcanti”, de Leonardo Lacca, que está em cartaz nos cinemas brasileiros e foi exibido pela primeira vez no sul do país.

A Mostra recebeu público das escolas e projetos sociais e educativos de Treze Tílias e Ibicaré, público geral da cidade, de cidades vizinhas, de Florianópolis e de outros estados, como Pernambuco.

Os melhores filmes foram escolhidos pelo Júri Popular, com votação do público após as sessões e pelo Júri Oficial, formado por Antonio Laurindo, curador do Arquivo em Cartaz - Festival Internacional de Cinema de Arquivo, organizado pelo Arquivo Nacional; a realizadora e produtora audiovisual Caroline Marins; e a realizadora e roteirista Jana de Liz.


Os vencedores desta 3ª edição da Mostra.doc foram Ginga Reggae, de Naýra Albuquerque/ MA, eleito Melhor Filme pelo Júri Oficial, onde conta-se a história do reggae e da cantora Célia Sampaio em São Luís do Maranhão. O melhor filme pelo Júri Popular foi para Luta da Erva, de Marcia Paraiso/SC, que aborda as origens guaranis da erva-mate e sua atual cadeia produtiva. O  curta Imigrante/Habitante, de Cassio Tolpolar/RS, sobre a vida de três imigrantes em Porto Alegre, recebeu o Prêmio Arquivo em Projeção, oferecido pela Cinemateca Catarinense.

"A seleção da Mostra.doc distingue-se pela diversidade de temas e histórias, que coletivamente documentam uma vasta gama de realidades do Brasil. Muitos dos filmes apresentados já nasceram como documentos de uma época. Ao focar em histórias locais e profundamente pessoais, ganham dimensões mais amplas, gerando identificação e servindo como valiosos registros sociológicos, antropológicos e históricos. O cinema transforma o particular em universal. Mais do que uma linguagem artística, é ferramenta de registro e de conscientização social, preserva memórias, fortalece identidades e dá visibilidade a grupos historicamente sub-representados, validando suas narrativas. A Mostra vai além da exibição de filmes: constrói um mosaico de pertencimento que amplia o debate cultural e contribui para uma sociedade mais sensível, crítica e inclusiva”, considera Antonio Laurindo, membro do Júri oficial.

Os vencedores foram conhecidos na sexta-feira, 7, numa live no Canal do Youtube da Ombu Produção, com a participação da presidente da Cinemateca Catarinense, Marina Simioli. Além disso, o evento ao vivo prestou também uma homenagem à cineasta catarinense Lena Bastos. 

Destaques da programação


Oficinas - Para estimular o interesse e as infinitas possibilidades de fazer filmes utilizando arquivos, foram oferecidas três oficinas. A de Animação Raíz, conduzida por Dani Eizerik, resultou num curta produzido por adolescentes a partir de desenhos animados no papel, exibido na sessão de encerramento. A oficina Cianocine: Luz, imagem e memória explorou a cianotipia, que proporciona imprimir imagens em tons de azul reveladas pela luz do sol e foi realizada ao ar livre, no gramado do Museu Andreas Thaler com orientação de Leila Pessoa. Por fim, os participantes puderam entender como funciona a composição de trilhas sonoras para filmes, com Guilherme Gregianin, na oficina Cenários Sonoros.

No encerramento também foram exibidos 11 filmes resultantes da Oficina Arquivo Vivo, fazendo cinema sobre Treze Tílias, com fotografias do acervo do Museu Andreas Thaler.

Crédito: divulgação Ombu produção
Crédito: divulgação Ombu produção

Apresentações musicais


Todas as noites, as sessões de cinema foram animadas com apresentações musicais locais e convidadas da região e da capital: Dorfmusik e Banda dos Tiroleses, de Treze Tílias; André Luiz, de Herval d'Oeste; Caramba Trio, de Videira; Nalu, de Florianópolis; e Matheus Francez, de Ipira.

Encontro Estadual de Preservação Audiovisual


Pela primeira vez em Santa Catarina, o encontro reuniu instituições, realizadores e artistas para debater as possibilidades narrativas dos arquivos em gerar novas obras, iniciativas de conservação de acervos e de pesquisa, e políticas públicas para a área. 

Durante quatro dias, o encontro teve participação de Hernani Heffner, conservador-chefe da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro- MAM-Rio, Andrey Santiago e Eduardo Fernandes, vencedores do Prêmio.doc; Fernanda Ozório e Leila  Pessoa, que abordaram os projetos “Realizadoras do cinema em SC: pioneirismos“ e “Acervo Eglê"; Analu Favretto e Djuly Gava, realizadoras de filmes a partir de arquivo, Analu com “Tempo de roça”, filme feito a partir de documentos para a aposentadoria de sua mãe, e Djuly com “Panorama", realizado com imagens domésticas dos moradores do maior condomínio de Florianópolis. Além desses, também participou Cândido Detoni Gazzoni, do MIS/SC, e Barbara Pettres, representando a Cinemateca Catarinense/ABD-SC, que abordaram políticas públicas para a preservação audiovisual no estado.

As mesas foram transmitidas online e ainda podem ser vistas no Youtube da Ombu produção. Do encontro resultará uma carta com propostas para estimular iniciativas de preservação audiovisual no estado e a criação de uma rede de instituições e pessoas físicas entusiastas da preservação.

Crédito: divulgação Ombu produção
Crédito: divulgação Ombu produção

Lançamento de publicações


Durante o encontro de preservação foram lançados o Catálogo da Mostra.doc (disponível em breve no site www.mostradoc.com), e a publicação “Caiu na minha rede é meu?”, de Fabs Balvedi.

Exposição


Aberta até 6 de janeiro no Museu Andreas Thaler, a exposição interativa Cinema Mulher: correntes e confluências do cinema catarina foi vista por mais de 250 pessoas nos dias da Mostra e apresentou a história do cinema catarinense a partir da trajetória de mulheres. Resultado de uma extensa pesquisa, a exposição apresenta, numa linha do tempo, desde os registros de Edla von Wangenheim, da década de 1920, passando por Eglê Malheiros, corroteirista do primeiro longa-metragem catarinense, “O Preço da Ilusão” (1958), Lena Bastos, homenageada da Mostra.doc, Sandra Alves, primeira cineasta negra do Estado, Walderes Coctá Priprá, primeira cineasta indígena catarinense, e Cíntia Domit Bittar - vencedora do Goes to Cannes em 2025 com o filme “Virtuosas”.

Dispositivos interativos, brinquedos ópticos, jogos educativos e projeções em Super 8mm e Super 16 mm possibilitam experimentar tecnologias, aprender sobre cinema e se encantar. A exposição foi mediada por arte-educadores e recebeu 250 visitantes nos primeiros quatro dias.

Prêmio.doc e preservação


Como forma de incentivar iniciativas de preservação cultural, a Mostra promoveu o Prêmio.doc, que destinou R$ 15 mil reais para o projeto selecionado de Andrey Santiago e  Eduardo Fernandes, cujo objetivo é a digitalização de três curtas do GUCA - Grupo Universitário de Cinema Amador da UFSC, além de receberem também dois meses de acompanhamento pela Cinemateca do MAM-Rio. O projeto foi selecionado entre outros 17 inscritos, vindos de diversas regiões do país.

E numa forma de devolver algo para a cidade que tão bem acolheu esta terceira edição, a Mostra.doc também irá restaurar 13 latas de filmes preservadas no acervo do Museu Andreas Thaler. 

A Mostra.doc é uma realização da Ombu Produção (Joaçaba/SC) em parceria com a Cinemateca Catarinense/ABD-SC, Cinemateca do MAM/Rio, Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina.

Proposta selecionada pelo Prêmio Catarinense de Cinema  2023 - Edição Especial Lei Paulo Gustavo, executado com recursos do Governo Federal e Lei Paulo Gustavo de Emergência Cultural, por meio da Fundação Catarinense da Cultura.

Crédito: divulgação Ombu produção
Crédito: divulgação Ombu produção

Mostra.doc em números


  • + de 30 horas de exibição
  • + de 73 horas de programação
  • 26 atividades
  • 60 filmes exibidos
  • 48 filmes selecionados e convidados
  • 12 filmes produzidos nas oficinas
  • 12 sessões de cinema na programação oficial
  • 4 sessões extras devido à presença de público
  • 6 apresentações musicais
  • 2 lançamentos de publicações
  • 582 filmes inscritos
  • 14 estados brasileiros
  • 2 realizadores de filmes presentes
  • 888 alunos no cinema e nas oficinas
  • 70 idosos no cinema
  • 250 visitantes em 4 dias na exposição
  • 30 pessoas no Encontro de Preservação Audiovisual
  • + de 1.200 pessoas nos quatro dias de mostra
  • 1.600 saquinhos de pipoca
  • 27 kg de milho de pipoca
  • 1.800 seguidores nas redes sociais

Para mais informações, acesse:





























 
 
 

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Mostra.doc é uma mostra que pensa cinema e preservação audiovisual, imagens em movimento entre acervo e arquivo

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